22/09/2011

DIA 22 DE SETEMBRO COMEMORE -SE O DIA SEM CARRO

Um dia sem carro

Mobilização para que motoristas deixem automóveis em casa e passem a utilizar ônibus, trens ou bicicletas no dia a dia ganha força. Alternativas são importantes para melhorar trânsito para todos e diminuir poluição
Gisele Brito




Diversas prefeituras e organizações da sociedade civil promovem em todo o planeta na próxima quinta-feira, 22 de setembro, o Dia Mundial Sem Carro (DMSC). A ideia é incentivar que motoristas deixem seus automóveis em casa mais vezes e usem outras opções para se locomover. A iniciativa acontece desde 1994 e tem como objetivo principal chamar a atenção para o tempo perdido no trânsito e as demais consequências negativas do uso excessivo de veículos individuais motorizados, como a poluição, as mortes provocadas por acidentes e as enchentes decorrentes da impermeabilização excessiva do solo com asfalto.

Marcos Bicalho, superintendente da Associação Nacional de Transportes de Públicos (ANTP), defende que é uma data importante para cobrar mudanças. “Na Europa, no Dia Mundial Sem Carro pede-se que aqueles que podem, deixem o automóvel na garagem e usem as diversas opções disponíveis. No Brasil, muitas vezes não existem opções porque os investimentos privilegiaram sempre os carros. A data tem que ser usada para cobrá-las dos governantes.”



Marcos Nordi, coordenador do grupo de trabalho sobre mobilidade urbana da Rede Nossa São Paulo, avalia que desde o primeiro DMSC mudanças paulatinas têm acontecido. “É um trabalho de conscientização e algumas discussões têm permanecido, como a valorização das bicicletas e o respeito ao pedestre. Mas há muito que se fazer.” Ele também aponta que para resolver o problema do trânsito é preciso reformular as cidades, para que elas ofereçam serviços próximos à população. “A bicicleta é a melhor opção para trajetos até 5 quilômetros. É mais rápido, mais saudável. Mas as pessoas que vivem no Jardim Ângela (zona sul de São Paulo) precisam se locomover até o centro, para ir ao médico, a determinadas opções do comércio e para trabalhar. Isso tem de ser alterado”, exemplifica. “A cidade que investe na bicicleta, em reduzir a velocidade das ruas, em transporte coletivo tem um futuro muito melhor. O carro é um grande objeto de desejo, mas as cidades têm de se preparar para que as pessoas se locomovam sem ele”, ressalta o especialista.

No interior

Problemas de trânsito não são hoje exclusividade das metrópoles. Na maioria das cidades com menos de 60 mil habitantes não existe transporte coletivo. “A população costuma ir a diversos locais a pé, de bicicleta e, principalmente de carro”, conta Mariane Franco, de 23 anos, que cresceu em Campestre, no interior de Minas Gerais. Em 2010, a cidade tinha 20.686 habitantes e 4.771 veículos, sem incluir motos e motonetas, segundo o Instituto Brasileiro de  Geografia e Estatística. Isso significa que, aproximadamente, a cada quatro pessoas, uma tinha carro. “Justamente por usarem muito o carro, o trânsito na cidade é intenso”, diz Mariana.

Se nas cidades pequenas não há opções, nas maiores são os baixos investimentos no setor que causam problemas. Aos 18 anos ela mudou-se para Viçosa, também em Minas, para cursar faculdade. Lá encontrou coletivos, mas, como eles são deficientes, o uso do carro também parece a “opção mais fácil”. E o DMSC pode ser uma data estratégica para
cobrar mudanças.
FONTE:folha  universal

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