15/01/2012

PARA IRRADICAR POBREZA DILMA CUIDA DA ECONOMIA E INVESTE EM CASA POPULARES


A principal promessa de campanha de Dilma Rousseff foi repetida por ela logo em seu primeiro discurso oficial, no púlpito do Palácio do Planalto, assim que recebeu a faixa presidencial de Luiz Inácio Lula da Silva.

- A luta mais obstinada do meu governo será pela erradicação da pobreza extrema.
Com Lula, 24,1 milhões de brasileiros deixaram de viver em condições de miséria. Restaram para Dilma, porém, 16 milhões de pessoas, um desafio que tem o tamanho da população chilena.

Para o governo, são considerados extremamente pobres aqueles que vivem em lares nos quais a renda familiar mensal é de até R$ 70 por pessoa. São eles o alvo do programa Brasil sem Miséria, lançado em junho do ano passado.

Especialistas ouvidos afirmam que é possível alcançar a meta de Dilma, mas lembram que, para isso, é preciso ir além da transferência de renda. Para eles, é necessário que uma condição seja cumprida: a economia brasileira deve continuar crescendo a despeito da crise internacional.

Para Walter Delik, economista da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) especializado em pobreza, “não dá para dissociar uma coisa da outra”. Ele recorda que, para fazer o Brasil crescer, o governo Lula ampliou a oferta de crédito para a população pobre, valorizou o salário mínimo e distribuiu riqueza por meio do Bolsa Família.

- Não dá para resolver a miséria na recessão. O Brasil precisa continuar crescendo no mínimo 1,8% ao ano até 2014.

A secretária para Superação da Extrema Pobreza do MDS (Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome), Ana Fonseca, responsável pelo Brasil sem Miséria, tem opinião similar. Em entrevista ao R7, ela diz que “o comportamento da economia tem um papel fundamental para distribuir riqueza”.

- Só assim foi possível tirar quase uma Argentina da pobreza extrema no governo Lula. Para o Brasil erradicar a miséria, é preciso continuar crescendo.

A complexidade que envolve o problema da pobreza foi evidenciada em uma pesquisa apresentada pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) no fim do ano passado.
Das quase 4.000 pessoas ouvidas no estudo, 31,4% disseram que a geração de empregos é a maneira mais eficaz de superar a pobreza. A segunda reposta mais mencionada (23,3%) foi oferecer educação de qualidade. O esforço individual apareceu em terceiro lugar, citado por 10,6%.

Nessa mesma pesquisa, quando foram perguntados sobre o impacto da transferência de renda, a maioria dos entrevistados - 54,6% - afirmou que não concorda com a premissa de que dar dinheiro para as famílias pobres resolve o problema. Em compensação, 83,6% afirmaram que o crescimento da economia e a geração de empregos pode acabar com a pobreza.

O Ipea apurou, no entanto, que 41% dos brasileiros acham que a pobreza diminuiu no país. Ela ficou em sexto lugar no ranking dos “principais problemas do Brasil”, citado por 6,1% dos entrevistados. Nas primeiras posições, apareceram violência (23%) e saúde (22,3%). Para Jorge Abrahão de Castro, diretor do instituto, o resultado só pode ser “reflexo das políticas públicas dos últimos anos”.

- A pobreza não deixou de ser um problema, mas agora as pessoas têm outras preocupações. A violência e a saúde de má qualidade ainda é o que iguala ricos e pobres no Brasil.
                                        
                                         FONTE :CORREIO DO POVO

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