22/02/2012

MALANDRAGEM X FICHA LIMPA NAS ELEIÇÕES 2012



Jeitinho brasileiro. A máxima é utilizada quando alguém deseja algo e procura driblar as dificuldades de forma - digamos - nada convencional. Essa prática está no cotidiano, podendo ser vista no ambiente de trabalho, na repartição pública, na igreja, em casa ou no meio da rua. Mas é na política que o vício aparece como se fosse regra. A malandragem histórica está intrisicamente ligada aos casos de corrupção, ou de comportamento de políticos e partidos que buscam, a todo custo, se dar bem.
Guardadas as devidas exceções, claro. O vício parece interminável. Agora, por - mau - exemplo, fala-se que o “jeitinho brasileiro” será usado para atenuar os efeitos da Lei da Ficha Limpa, aprovada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) para valer a partir das eleições municipais deste ano.
A malandragem consiste em o político “ficha suja”, mesmo impedido pela lei, se lançar candidato e ser confirmado na convenção do partido, para depois esperar o indeferimento do registro de candidatura na Justiça Eleitoral. Nesse período, vai para as ruas com o discurso de que está sendo vítima dos adversários, sofrendo perseguição e pedindo o apoio do eleitor.
Quando a Justiça negar o registro da candidatura, lançará outro nome, de preferência um filho, a esposa ou qualquer outro parente de confiança, apostando na sensibilidade do povo, que costuma ficar do lado das “vítimas”.
César Santos
De Fato

COMENTÁRIO DO BLOG
Tem sido pauta recorrente nas calçadas da fama pau-ferrenses que será, exatamente, esta a estratégia que o grupo oposicionista da Terra dos Vaqueiros Bravios vai usar no pleito que se avizinha.
Num primeiro momento, segundo informações, o ex-prefeito, Nilton Figueiredo, vai registrar a candidatura, bota o bloco na rua e, lá na frente, quando a Justiça Eleitoral indeferir o pedido, com base na “Lei do Ficha Suja”, ele substituirá o nome por alguém de sua extrema confiança, possivelmente o ex-diretor do Dnocs, Elias Fernandes, o vereador Antônio Avelino ou, ainda, a esposa, Maria José, para enfrentar o postulante governista, Fabrício Torquato, que foi lançado pelo Democratas em agosto de 2010.
Também correm soltas na boca miúda, que a oposição marchará rachada em três pedaços. Além do substituto de Nilton, o PT, sob as bênçãos de Fátima Bezerra, já teria externado o desejo da sigla lançar candidatura própria na principal cidade do Alto Oeste. O PV, por sua vez, ruma nessa mesma direção e deverá indicar um nome para o embate.
Assim sendo, pela primeira vez na história política de Pau dos Ferros, quatro candidatos deverão concorrer ao cargo máximo do município.
                               BLOG DO CAPOTE

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