22/04/2016

DOIS VICE-LÍDERES DO GOVERNO NO SENADO ANUNCIAM VOTO CONTRA DILMA


Em discursos na tribuna do Senado, dois vice-líderes do governo, Hélio José (PMDB-DF) eWellington Fagundes (PR-MT), afirmaram nesta sexta-feira (22) que votarão a favor da instauração do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff, o que resultaria no afastamento da petista por 180 dias, até o julgamento final do caso.
Na próxima segunda (25), serão eleitos os membros da comissão especial que dará parecer pela admissibilidade ou não do processo. O parecer será votado no colegiado e depois seguirá para o plenário.
A instauração do processo de impeachment depende dos votos de 41 dos 81 senadores. Se aprovada, Dilma terá que se afastar temporariamente da Presidência e o vice-presidente Michel Temer assumirá o posto.
Em discurso no plenário, o deputado Hélio José disse considerar "normal" que o Senado mantenha a decisão da Câmara, já que o envio do processo ao Senado foi aprovado por 367 dos 513 deputados.

"A questão da admissibilidade do processo e, consequentemente, a questão de o presidente nacional do nosso partido, Temer, assumir por 180 dias é, praticamente, na minha visão, normal nessa circunstância", disse.

"Se a Câmara dos Deputados, volto a falar, a instituição Câmara dos Deputados, através de uma maioria absoluta, aprovou esse processo, eu, sinceramente, quero antecipá-lo. Na comissão de admissibilidade, serei pela admissão do processo", completou o peemedebista.

O senador Wellington Fagundes também afirmou que daria voto a favor da admissibilidade e cobrou pressa no andamento das investigações no Senado.

“Provavelmente, vamos instalar a comissão na segunda-feira, o relator deve fazer o seu relatório dentro de, no máximo, uma semana, e nós temos pressa, porque esse processo não pode ficar perdurando, e a população na incerteza. O cidadão que está lá desempregado quer uma solução para este país! Vamos votar, sim, pela admissibilidade, porque, politicamente, o país já está maduro para isso. A população se manifestou e, felizmente, não tivemos nenhum incidente", afirmou, acrescentando que os Poderes estão "funcionando plenamente".

Os dois vice-líderes destacaram, porém, que não estão antecipando o posicionamento quanto ao julgamento final do processo de impeachment, que só ocorrerá se a admissibilidade for aprovada. Eventual decisão pela destituição do mandato só pode ser tomada com os votos de 54 dos 81 senadores.


Do G1, em Brasília

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