08/07/2019

ENTRE VAIAS E APLAUSOS, BOLSONARO TENTA CAPITALIZAR TÍTULO DA SELEÇÃO BRASILEIRA


Bolsonaro Maracanã
Os ministros Paulo Guedes e Sérgio Moro, ao lado do presidente Jair Bolsonaro no Maracanã; ao fundo, o governador do Rio, Wilson Witzel, e prefeito Marcelo Crivella Foto: WILTON JUNIOR/ESTADÃO

O presidente Jair Bolsonaro tentou fazer da final da Copa América, neste domingo, 7, no Maracanã, um teste de popularidade do seu governo. Após a vitória do Brasil sobre o Peru (3 a 1), Bolsonaro participou da premiação das seleções e atletas no gramado do estádio. Recebeu um misto de vaias e apoios ao adentrar no campo. Ao deixar o gramado, contudo, as vaias foram mais contundentes.
A agenda no Maracanã foi mais um episódio em que o presidente brasileiro buscou vincular seu governo a um apoio popular. Bolsonaro havia dito que pretendia ir ao gramado acompanhado do ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, após ser questionado sobre mensagens atribuídas ao ex-juiz e a procuradores da Lava Jatodivulgadas pela revista Veja, em parceria com o site The Intercept Brasil. “O povo vai dizer se nós estamos certos ou não”, afirmou Bolsonaro na sexta-feira passada.
Segundo o Palácio do Planalto, o presidente viajou na tarde de ontem para o Rio com uma comitiva bem maior: nove ministros no total – além de Moro, entre eles o titular da Economia, Paulo Guedes –, além de dois dos seus filhos e de deputados aliados.
Havia a expectativa de que Bolsonaro entregasse a taça de campeão ao capitão brasileiro, o lateral Daniel Alves, mas o presidente brasileiro participou somente da entrega de medalhas.
O presidente, porém, se integrou aos jogadores e membros da comissão técnica tirou foto com o troféu nas mãos. Alguns jogadores e membros da delegação fizeram um coro de “mito”. Depois, quando a comitiva presidencial caminhou pelo gramado rumo ao túnel de saída, as vaias do público foram praticamente unânimes.
Durante a premiação, Bolsonaro cumprimentou os jogadores da seleção brasileira, e a torcida não reagiu – os aplausos surgiam a cada atleta anunciado, e aparentemente não se referiam ao presidente nem aos ministros e parlamentares.
Ao longo do jogo, também não houve reação da plateia a Bolsonaro e sua comitiva, que chegou quando a cerimônia de encerramento da competição, realizada antes da partida, já havia começado. As redes sociais do presidente publicaram vídeos e fotos no interior do estádio. Em um deles, Bolsonaro comemora um dos gols da seleção e levanta o braço de Moro.
Alvo de uma série de reportagens sobre mensagens atribuídas a ele e procuradores da Lava Jato, o ministro da Justiça já havia acompanhado o presidente no estádio Mané Garrincha, em Brasília, para ver CSA x Flamengo, pelo Campeonato Brasileiro.
Segundo o Palácio do Planalto, o presidente viajou na tarde de ontem para o Rio com uma comitiva bem maior: nove ministros no total – além de Moro, entre eles o titular da Economia, Paulo Guedes –, além de dois dos seus filhos e de deputados aliados.
Havia a expectativa de que Bolsonaro entregasse a taça de campeão ao capitão brasileiro, o lateral Daniel Alves, mas o presidente brasileiro participou somente da entrega de medalhas.
O presidente, porém, se integrou aos jogadores e membros da comissão técnica tirou foto com o troféu nas mãos. Alguns jogadores e membros da delegação fizeram um coro de “mito”. Depois, quando a comitiva presidencial caminhou pelo gramado rumo ao túnel de saída, as vaias do público foram praticamente unânimes.
Durante a premiação, Bolsonaro cumprimentou os jogadores da seleção brasileira, e a torcida não reagiu – os aplausos surgiam a cada atleta anunciado, e aparentemente não se referiam ao presidente nem aos ministros e parlamentares.
Ao longo do jogo, também não houve reação da plateia a Bolsonaro e sua comitiva, que chegou quando a cerimônia de encerramento da competição, realizada antes da partida, já havia começado. As redes sociais do presidente publicaram vídeos e fotos no interior do estádio. Em um deles, Bolsonaro comemora um dos gols da seleção e levanta o braço de Moro.
Alvo de uma série de reportagens sobre mensagens atribuídas a ele e procuradores da Lava Jato, o ministro da Justiça já havia acompanhado o presidente no estádio Mané Garrincha, em Brasília, para ver CSA x Flamengo, pelo Campeonato Brasileiro.
ESTADÃO CONTEÚDO

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